Sobre mim

Costurar nunca foi trabalho, foi jeito de estar no mundo

Meu nome é Jesiane. Faço enxoval de mesa sob medida e ensino outras mulheres a fazer o mesmo. Essa é a história de como cheguei aqui.

Mesa posta com toalha e guardanapo de linho, o trabalho da Jesiane

Aprendi menina, na máquina da minha mãe, olhando e insistindo. Ninguém me sentou para ensinar. Eu ficava ali, errava, desmanchava e fazia de novo. Desde então nunca parei.

A pandemia e as máscaras

Quando a pandemia chegou, eu fazia máscaras. Muitas. Passava o dia na máquina e ainda faltava. Foi ali que eu entendi uma coisa que mudou tudo: a costura podia sustentar uma casa. Não como bico, não como passatempo. Como trabalho de verdade.

Só que passada aquela urgência, ficou a pergunta. As máscaras iam acabar. E agora, o que eu faço da minha vida?

A dúvida, e o que eu fiz com ela

Eu estava dividida entre duas coisas. Fazer bolsas, que era o que todo mundo estava fazendo e vendendo. Ou fazer roupa de mesa, que era o que me dava vontade mas parecia um mercado pequeno demais.

Fiquei semanas nisso. Não conseguia decidir.

Então eu me ajoelhei e pedi a Deus que me mostrasse o caminho.

Pouco tempo depois eu publiquei o vídeo de uma toalha. Um vídeo simples, gravado em casa, sem produção nenhuma. Ele passou de 4 milhões de visualizações e trouxe cem mil pessoas pra perto do meu trabalho.

Eu entendi aquilo como resposta. E nunca mais tive dúvida.

Jesiane no seu ateliê em Vitória, com os tecidos empilhados atrás
Meu ateliê em Vitória. É daqui que sai cada peça, e é daqui que eu vou ensinar você.

De lá pra cá foi mesa posta

Toalhas, caminhos de mesa, jogos americanos, guardanapos. Peças que saem daqui de Vitória pro Brasil inteiro e também pra fora dele. Clientes que voltam, que pedem o conjunto completo, que mandam foto da mesa no aniversário da filha.

Descobri no caminho uma coisa que virou o meu jeito de trabalhar: não existe mesa padrão. Mesa de jantar tem de 70 centímetros a 1 metro e 40. A indústria fabrica um tamanho só. Por isso tanta gente com dinheiro no bolso não acha a toalha que quer. Eu acho essa carência bonita, porque é exatamente ali que o trabalho manual ganha da fábrica.

E o grupo que não parou de crescer

Junto com as encomendas começaram a chegar as mensagens. Mulheres querendo saber qual máquina comprar, que tecido usar, como fazer o canto da toalha ficar reto. Montei um grupo pra responder. O grupo lotou.

Quase todas diziam a mesma frase: eu queria aprender, mas tenho medo de não dar conta. Era sempre isso. Não era falta de vontade, era medo.

Foi pra essas mulheres que eu montei o curso. Devagar, do começo, sem pular etapa. Do jeito que eu ensinaria pra uma amiga sentada na minha sala.

O que me move

Transformar mãos em renda e casas em lar. É simples assim, e é isso que eu faço todo dia, dos dois lados: costurando pra quem quer uma mesa bonita, e ensinando quem quer viver disso.

Se você chegou até aqui, obrigada. Vem conversar comigo.

Jesiane

Quer aprender ou encomendar?

Os dois caminhos começam com uma conversa. Eu mesma respondo.